Do primeiro acesso ao técnico em campo — para administradores, projetistas, vendas e técnicos.
Edição 9 · setembro de 2026 · corresponde ao sistema v1.86.0
As telas deste manual foram capturadas do sistema real, em uso.
Cada empresa tem o seu próprio endereço, no formato suaempresa.fttxmaps.com. Abra-o no navegador, digite o login e a senha que o administrador criou para você e clique em Entrar.
São três portas de entrada independentes, e o administrador decide quais cada pessoa usa:
| Porta | Para quem | Onde se entra |
|---|---|---|
| Web | Projetistas e administradores | o endereço da empresa, no navegador |
| Mobile | Técnicos de campo | o aplicativo no celular |
| Vendas | Equipe comercial | /vendas — consulta de viabilidade |
Um técnico costuma ter só a porta Mobile marcada: ele entra no aplicativo, mas não no sistema pelo navegador. Isso não é limitação de conta, é escolha de quem administra — e muda a qualquer momento.
Cada conta fica conectada num lugar só por porta. Ao entrar em outro computador, o anterior é desconectado na mesma hora, com o aviso "esta conta entrou em outro dispositivo" — ninguém perde trabalho sem saber por quê. As portas são independentes: entrar no aplicativo do celular não derruba o navegador.
Depois de entrar, o sistema abre na escolha de projeto. Cada projeto é uma rede: uma cidade, um bairro, uma expansão.
O selo de cada projeto mostra quantas pendências estão abertas e quantas apareceram desde a sua última visita — dá para ver o que precisa de atenção antes de abrir qualquer coisa.
O botão ▤ Dashboard, no alto da tela de projetos, abre o retrato da empresa inteira: clientes ativos, portas de atendimento (quantas existem × quantas ocupadas), caixas, quilômetros de rede e o quanto dela já está implantado, pendências abertas e os projetos. Abaixo, os gráficos: cabos, caixas e FTTA por status — cada um com o seu percentual pronto no miolo —, os clientes novos por mês com a linha do acumulado, e o comparativo de projetos.
Os números saem direto do banco, sem abrir projeto nenhum — por isso a tela carrega em segundos mesmo numa empresa com centenas de milhares de elementos. O sinal médio é a média da última conta de cada cliente: quem alimenta esse número é a ficha do cliente e o relatório em área, a cada cálculo que fazem.
Quando uma versão nova entra no ar, o sistema mostra um cartão contando o que mudou — uma vez só, na tela de projetos, escrito para quem usa e não para quem programa. O botão Entendi fecha e ele não volta até a próxima versão.
Perdeu, ou quer reler? O botão Novidades, no alto da mesma tela, reabre quando você quiser. Com o mapa aberto, o mesmo texto está no painel do suporte, em O que mudou (seção 20).
Um projeto precisa de duas coisas: um nome e uma localização-base — o ponto do mundo em torno do qual o sistema desenha a área inicial.
Não é preciso sair do sistema para buscar coordenada em outro lugar. No formulário, o botão Escolher no mapa abre um mapa em tela cheia:
Se você já tem a coordenada — recebida por mensagem, por exemplo — pode colá-la direto no campo, no formato -11.42038, -58.75872. O mapa é atalho, não obrigação.
O sistema nunca pede a localização do seu navegador. Não existe botão de "usar minha posição" nesta tela, e nenhuma permissão de GPS é solicitada no computador. Quem escolhe o ponto é você, olhando o mapa.
Digite pelo menos quatro letras e espere meio segundo: aparece uma lista de lugares. Escolher um leva o mapa até ele com um zoom proporcional ao tamanho do lugar — uma cidade de interior preenche a tela, e São Paulo aparece inteira, porque ela é grande mesmo.
| Sigla | O que é | Onde entra na rede |
|---|---|---|
| POP | Ponto de presença | onde ficam OLT, DIO e switch — o começo de tudo |
| CE | Caixa de emenda | no meio do backbone, onde os cabos se emendam |
| CTO | Caixa de terminação óptica | na ponta, onde o cliente é atendido |
| FTTA | Prédio / atendimento vertical | quando um endereço concentra vários clientes |
| CXP | Caixa de passagem | no subterrâneo: o poço por onde os cabos passam — e onde CEs e CTOs podem morar dentro (seção 5) |
No mapa cada um tem o seu desenho, e é por ele que se reconhece de longe: a CTO é o círculo, a CE também, o POP é a casinha, o FTTA é o prédio — um retângulo em pé com as janelas — e a CXP é o quadrado de cantos arredondados, o formato da tampa.
Caixa, cabo e splitter não são desenhados do zero a cada vez: cada um aponta para um tipo do catálogo da empresa, e é o tipo que carrega capacidade, cor, perda e o modelo de diagrama. Trocar a cor de um tipo repinta todas as caixas dele de uma vez.
O botão Tipos e configurações, no rodapé do painel esquerdo, abre o catálogo. Nesse mesmo rodapé ficam o Tema — Escuro, Claro e Azul — e, ao lado dele, o ?, que abre a lista de teclas e gestos (a tecla F1 faz o mesmo). Toda empresa nova nasce com uma lista pronta — e ela é ponto de partida, não regra: dá para renomear, recolorir, criar os seus e apagar o que não usa.
Sete famílias têm uma coluna de preço: o cabo é por metro; a CTO, a CE, o splitter, o acoplador, o poste e o DIO são por unidade. É esse preço que o relatório em área usa para dizer quanto a rede custa (seção 8).
O campo pode ficar em branco, e em branco não é zero: quer dizer "ainda não sei". O item sem preço fica de fora da soma e o relatório avisa. Zero, esse sim, é preço — serve para o material que a empresa já tem em estoque.
OLT, switch e GBIC não têm preço — ele depende de placa e de transceptor. FTTA e POP também não: um é prédio, o outro é lugar.
Ao excluir um tipo, o sistema conta antes quantos elementos da empresa usam aquele tipo e mostra o número na pergunta — quantas CTOs, quantos cabos, quantas caixas com ele no diagrama. Eles não são apagados junto: ficam sem tipo, e passam a ser desenhados com a aparência do primeiro tipo da lista até alguém reatribuir.
| Família | O que vem de fábrica |
|---|---|
| CTOs | CTO padrão (8 portas atrás de um 1×8), CTO 1/8 e 1/16, e a família pré-conectorizada: 00/00, 10/90, 15/85, 20/80, 30/70 e 50/50. As de razão trazem dois splitters já montados — o 1×2 desbalanceado que sangra a porcentagem menor da rede e o 1×8 que atende os clientes. A cor do miolo é a identidade da razão, para o técnico saber qual é sem abrir. |
| CEs | CE de 96 fusões, CEO grande, picolé e compacta. |
| Cabos | Primeiro o Cabo Cliente, o drop que chega na casa — é o mais desenhado, e por isso abre a lista. Depois os de rua, de 1 a 144 FO, em pares primário/secundário até 24 FO. |
| GBICs | Os transceptores do POP. Começam pelos cordões de rack — DAC 1 Gb, DAC 10 Gb e AOC 100 Gb — e seguem nos SFP de 10 a 100 km, cada um com o seu comprimento de onda e as potências de transmissão e recepção. |
| Caixas de passagem e dutos | As duas caixas de passagem de fábrica, R1 (55×35×55 cm) e R2 (105×55×80 cm), e o Duto padrão. Estes três não têm aba própria no catálogo: são os que o sistema oferece. |
| Splitters | Os balanceados (1:2 a 1:32) e os desbalanceados de 1/99 a 45/55. Cada um existe em duas versões: a conectorizada, que atende cliente, e a fusionada, de rede. |
DAC e AOC são GBICs, não cabos: cordões prontos, com os transceptores presos nas pontas. Entram pelo diagrama do POP, ligados à porta do equipamento, e não aparecem para quem desenha rede. Cada um conta como uma via, não duas.
Nem toda rede vai no poste. Onde a fibra desce para o solo entram dois elementos: a caixa de passagem (CXP) e o duto. As telas desta seção saem de uma rede de demonstração: os nomes que aparecem nelas são de exemplo — na sua, os nomes são os que você der.
Escolha a ferramenta CXP na barra de desenho e clique no mapa, como em qualquer outra caixa. O tipo vem do catálogo da empresa, que já nasce com dois tamanhos: R1 (55×35×55 cm) e R2 (105×55×80 cm).
A CXP não faz emenda. Ela é o poço: o cabo entra, dá a volta e sai. Quem emenda são as caixas que moram dentro dela — e essas são CE, CTO, FTTA ou POP normais, apenas posicionadas ali.
Para colocar uma caixa dentro, escolha a ferramenta dela (CE, CTO…) e clique em cima da CXP: o ímã cola na posição exata. Ou abra a câmara e use o botão + Criar caixa do rodapé — ele pergunta se nasce CTO ou CE, e a caixa já nasce na coordenada exata do poço, sem depender de mira. A ficha da CXP passa a listar quem está lá. Não há teto: quantas caixas você alocar no mesmo poço, todas moram nele e dividem o espaço dentro da moldura da câmara.
A ferramenta Duto desenha como um cabo — ponto a ponto — e liga duas caixas de passagem. A ficha dele traz a extensão calculada a partir do traçado: no exemplo desta seção, 39,6 m entre uma caixa e a outra.
O que corre por dentro não se declara em lugar nenhum: o sistema deduz da geometria. Cabo que tem dois pontos seguidos nas duas bocas do duto está dentro dele — e a ficha lista todos, com a contagem no título (Cabos lá dentro (1)), quantas fibras cada um tem e um atalho para abrir a ficha dele.
Clicar no traço abre a ficha do duto, nunca a do cabo que está lá dentro — mesmo os dois estando um em cima do outro. Cabo enterrado não se edita pela rua: arrastar o traçado dele no mapa seria mentira geográfica, porque ele está preso ao duto. Para mexer nesse cabo, abra uma das caixas de passagem das pontas.
Um duplo clique na caixa de passagem — ou o botão Abrir o interior da caixa, na ficha — abre a câmara: é o desenho de quem levantou a tampa e está olhando para dentro.
O que aparece ali: a moldura da caixa; cada duto entrando pela parede na direção geográfica de verdade, para quem está com o mapa na cabeça se achar na hora; os cabos correndo por dentro; e as caixas que moram na CXP, cada uma com o seu símbolo.
| Para | O gesto |
|---|---|
| Mover uma caixa de dentro | arraste — a câmara guarda o arranjo |
| Criar uma dobra no cabo | duplo clique no traço |
| Mover a dobra | arraste a alça |
| Apagar a dobra | botão direito na alça |
| Conectar o cabo numa caixa | arraste a dobra até a caixa — ela acende em verde quando é ali que vai grudar — e solte; ele pergunta antes de conectar |
| Ver o resto das opções do cabo | botão direito nele: conectar, abrir o diagrama de fusões de quem já conecta, ver a ficha no mapa ou excluir o cabo |
| Abrir o diagrama de fusões de uma caixa | clique nela |
| Criar uma caixa dentro do poço | botão + Criar caixa no rodapé — escolha CTO ou CE e ela nasce na coordenada exata da CXP |
| Criar cabo entre duas caixas da mesma CXP | botão + Criar cabo no rodapé, depois clique na primeira e na segunda caixa |
Esse último existe porque no mapa seria impossível: as duas caixas estão no mesmo ponto do mundo, dentro do mesmo poço, e não há como desenhar uma linha entre elas na rua. O botão Salvar grava o arranjo e fecha.
A diferença não é de tela: é o que aconteceu com a fibra dentro do poço.
Na sangria, cada pedaço herda o nome do original com uma letra no fim — um cabo chamado Cabo 12 FO vira Cabo 12 FO-a e Cabo 12 FO-b. E as letras se acumulam: sangrar de novo o pedaço -a produz Cabo 12 FO-a-a e Cabo 12 FO-a-b. O nome vira o histórico dos cortes, e dá para saber de qual lance original um trecho veio sem abrir nada.
Porque ali não foi aberto nada. Cortar o registro criaria dois nomes para um lance que o técnico vai encontrar inteiro — e um diagrama de fusões mostrando uma emenda que não existe no poço. Na sangria acontece o contrário: os dois trechos são o que está no chão, e manter um cabo só é que seria a mentira.
Reserva é a sobra de cabo que existe no campo e não aparece no traçado: a volta deixada dentro da caixa, o laço enrolado na cruzeta. É metro de fibra de verdade — custa, pesa no orçamento óptico, e some do cadastro se ninguém a registrar. O sistema a trata de duas formas.
Toda CE, CTO, FTTA e POP tem na ficha o campo Reserva de cabo nesta caixa (m). Caixa nova já nasce com o valor do tipo — de fábrica, 7,5 m.
Cada cabo que termina naquela caixa ganha esses metros. Em sangria, ganha o dobro: a sangria consome duas pontas dentro da caixa, e cada uma pede a sua sobra.
Caixa criada antes de a reserva existir fica sem reserva — nada é aplicado retroativamente. A ficha mostra quanto o tipo usaria numa caixa nova. Para adotar o padrão, preencha o campo: caixa por caixa, ou em massa pelo relatório em área.
É a sobra que não está em caixa nenhuma: enrolada na cruzeta, deixada no poste, um laço no meio do vão.
Ela vira um elemento próprio no mapa, com símbolo próprio. E é justamente por ser elemento que aceita foto, comentário e pendência, como qualquer caixa: o técnico fotografa a sobra no poste e a foto fica onde ela está — coisa que um número guardado dentro do cabo não permitiria.
Se o traçado mudar depois — editado, movido ou cortado —, a marca acompanha o cabo: ela se reencaixa sozinha sobre a linha nova, no ponto mais próximo de onde estava. A reserva pertence ao cabo, não à coordenada onde o clique caiu.
Na ficha do cabo, a Extensão calculada deixa de ser o traçado e passa a ser o cabo real: traçado mais reservas. Um cabo de 341 m de traçado com uma reserva de 22 m passa a mostrar 363 m — e a ficha separa as parcelas logo abaixo (traçado, reserva nas caixas, reserva avulsa), para ninguém precisar adivinhar de onde veio a diferença.
Como a perda óptica é calculada sobre esse comprimento, a reserva entra na conta de potência. Em dB a diferença costuma ser pequena — 22 m num cabo de 0,2 dB/km é quase nada. Mas é cabo que existe, e um orçamento óptico que ignora a sobra está medindo uma rede diferente da que está no poste.
Todo projeto tem uma área: o retângulo (ou polígono) que delimita a região dele no mundo. Ela não é enfeite — é o que decide o que o sistema carrega quando você abre o projeto.
Essa é a diferença que mais confunde no começo. Uma caixa ou um cabo pertencem ao projeto onde foram desenhados. O poste, não: ele é da empresa. Quem mapeou os postes de uma cidade uma vez enxerga os mesmos postes em todo projeto que passar por ali — sem recadastrar, sem duplicar.
Por isso o número ao lado da camada Postes é o total da área, não o do projeto — e é por isso que ele não muda quando você desenha uma caixa nova.
Como o poste é da empresa e não do projeto, vale manter um projeto dedicado só ao levantamento de postes de uma região inteira — cidade, vale, corredor de rodovia. Ele fica com a área grande, recebe a importação dos postes e não é mexido no dia a dia.
Os projetos de trabalho — o bairro, a expansão, o loteamento — ficam com áreas menores em cima daquela mesma região, e enxergam os postes já mapeados sem recadastrar nada. Assim o levantamento pesado acontece uma vez, num lugar só, e os projetos do dia a dia abrem leves.
Os arquivos KML e KMZ que a empresa já usa entram pelo botão Importar, com revisão item a item antes de gravar: você vê o que vai virar caixa, o que vai virar cabo e o que vai ser ignorado.
Antes de escolher o arquivo, o sistema pergunta: CTOs, CEs, FTTAs, POPs, postes ou cabos? Quem já separa o KMZ por tipo — uma pasta de CTOs, outra de CEs — ganha o trabalho todo de graça: as linhas do arquivo são descartadas e cada ponto já entra marcado com o tipo escolhido.
Isso é padrão, não trava. Um arquivo "de CTOs" quase sempre traz uma CE ou um poste no meio, e é para isso que continuam existindo a regra de cor, a troca item a item e a alteração em massa — todas valem por cima. O resumo avisa quantos itens ficaram de fora por não serem do tipo escolhido.
Se o arquivo é misturado e você prefere decidir olhando, o cartão Arquivo misto traz tudo, como sempre foi.
Se o arquivo traz um elemento com nome que já existe no projeto, a importação para e avisa em vez de renomear sozinha. Renomear em silêncio criava "CTO 5 (2)" no meio da rede, e quem procurasse a CTO 5 depois encontrava duas.
A rede sai em KMZ (abre no Google Earth) ou em DXF (o desenho da rede em metros, projetado em UTM, que abre em qualquer leitor de DXF). A porta de saída é o relatório em área (seção 4): desenhe a região e use Exportar KMZ ou Exportar DXF, no rodapé do relatório — a tela de exportação deixa escolher o que vai no arquivo (caixas, postes, cabos, clientes, pendências e a rede elétrica da ANEEL, nos dois formatos, quando a camada está ligada). No DXF, cada tipo de cabo vira uma camada com a cor do catálogo e cada ponto leva a sigla do tipo no rótulo — menos o poste, que sai só com o símbolo: em área cheia o código de cada um vira mancha, e o nome dele está no KMZ.
No fim da prévia, o cartão Custo estimado multiplica o que existe na área pelo preço do catálogo (seção 4). Cada linha traz a quantidade, o valor unitário e o total; no alto e no pé do cartão, o total geral.
Preço em branco não vira zero. O item sem preço fica fora da soma, e o cartão diz quantos são e onde preenchê-los. Sem nenhum preço configurado, o total aparece como um travessão — o sistema não anuncia como conta fechada o que ninguém informou.
Dá para mudar o valor ali mesmo, para simular: o total acompanha na hora, e a mudança vale só para aquele relatório. O preço de verdade continua sendo o de Tipos e configurações.
Ferragem não vem do catálogo: o padrão muda de obra para obra. O bloco Equipagem de postes, no alto do cartão, faz essa conta com o que você informa ali mesmo.
Contar postes varre os postes que ficam ao longo dos cabos da área, dentro dos metros para cada lado que você escolher. Passagens entre ancoragens é quantas passagens existem, em média, entre duas ancoragens — com esse número o sistema divide o total em duas linhas, equipagem de ancoragem e equipagem de passagem, cada uma com um campo para o seu custo. O primeiro e o último poste contam como ancoragem.
É estimativa de orçamento, e só: ela não olha curva, fim de rede nem nada que na obra peça uma ancoragem a mais.
A mesma tela oferece Carregar lista de materiais e orçamento — uma prévia com cabos, caixas, splitters, acopladores, DIOs, clientes, portas de atendimento e o custo estimado —, e o botão de CSV abre a mesma pergunta dos outros formatos: o nome do arquivo e o que vai dentro (caixas, splitters, clientes e portas, portas por caixa, cabos e a rede elétrica, quando a camada está ligada). O diagrama de cada caixa sai em PNG ou PDF (seção 9).
Duplo clique em qualquer caixa abre a prancheta — o que o técnico vai encontrar quando abrir a tampa: os cabos chegando como cartões com as fibras coloridas, splitters, fusões e conectores.
O desenho segue a convenção que o setor já usa, para quem chega de outro sistema reconhecer sem manual:
A fusão é a cápsula escura com a fibra atravessando reta e inteira por dentro — o protetor de emenda que vai na bandeja; o acoplador é o retângulo com a cor do polimento — verde é APC, azul é UPC, a mesma convenção do conector físico. Os dois são pequenos de propósito: entram no meio de uma ligação sem virar cartão e sem encostar um no outro quando várias fusões ficam empilhadas na mesma caixa.
O POP é a única caixa que aceita equipamento. É dele que o cálculo de potência parte: sem uma OLT alcançável, o sistema avisa em vez de mostrar um número inventado.
Na barra da prancheta ficam três instrumentos virtuais — as mesmas conferências que se fazem com equipamento na mão, sem sair da cadeira.
OTDR e VFL armados mudam o cursor e destacam o próprio botão; clicar em qualquer coisa que não seja uma ponta de cabo — ou apertar Esc — desarma na hora.
Para rede com redundância, o catálogo traz os Splitters 2:8 e 2:16 (AC e RF): a primeira entrada recebe a rota principal e a segunda, a rota de proteção — outra OLT, ou outro caminho até a mesma. No desenho o símbolo vira um trapézio com IN 1 e IN 2, e cada porta aceita a sua fibra normalmente.
Com as duas entradas alimentadas, o selo de potência de cada saída mostra os dois sinais, na ordem das entradas — nunca somados, porque proteção não soma: é o caminho que assume se o principal cair. O mouse sobre o selo diz de qual OLT, placa e porta cada um veio. O VFL respeita a física: luz numa entrada acende as saídas (nunca a entrada irmã); luz numa saída volta pelas duas entradas, mostrando os dois caminhos até as fontes.
Nos seus próprios tipos, o campo Entradas do catálogo aceita 1 ou 2 — só no balanceado; desbalanceado tem sempre uma.
Se você tentar desconectar da caixa a ponta de um cabo que ainda tem fusões dependendo dela, o sistema recusa e diz quantas são. Desfaça as fusões primeiro. Antes disso, a ponta saía e as fusões ficavam apontando para o vazio — o desenho continuava bonito e a informação já estava errada.
O cliente é a casa do assinante no mapa. Ele não é caixa nem cabo: fica numa lista à parte, com nome, PPPoE e código no ERP — e é por ele que a rede desenhada passa a responder "quem está ligado nesta porta".
A cor da casa diz o estado: rosa enquanto não tem drop, verde quando tem, cinza se a assinatura foi cancelada. Ela aparece a partir do zoom 15 — de mais longe, o mapa é da rede, não das casas.
O drop é o cabo que sai da caixa e chega na casa. Ele é desenhado como qualquer cabo, mas partindo da ficha do cliente — assim o sistema sabe de quem ele é.
Pronto: o drop nasce conectado à caixa e emendado na porta, com o cartão dele já posicionado ao lado do splitter no diagrama. Você não precisa abrir a prancheta para arrastar fibra.
Numa caixa com um splitter só, as portas são 1 a 8 (ou 1 a 16). Com mais de um splitter de atendimento, cada um conta a partir de 1 e o rótulo diz de qual se trata — "Splitter 1:4 AC · porta 2". A numeração é por splitter, não corrida na caixa — é como o ERP a enxerga, e assim acrescentar um splitter não renumera quem já estava lá.
Com o drop ligado numa porta, a ficha do cliente ganha o botão Ver sinal teórico. Ele mostra um número: quanto chega na casa, em dBm. Verde passa, vermelho está abaixo do limite. Cada conta fica guardada no cadastro — é dela que o dashboard tira a média e as faixas de sinal da empresa; rede que mudou depois só atualiza recalculando aqui ou no relatório em área.
Dois sinais, e eles não são a mesma coisa. O de cima é o previsto: a conta do projeto, feita com a rede que você desenhou. Quando a empresa tem integração com o sistema comercial, a ficha ganha um segundo bloco com o sinal medido na ONU — o que o equipamento do cliente está recebendo de verdade. Se os dois estiverem a 3 dB ou mais de distância, a ficha avisa: é a assinatura de emenda ruim ou conector sujo.
Fora de faixa é tanto o sinal fraco demais quanto o forte demais: ONU perto demais da OLT satura o receptor, e isso também é defeito. Leitura com mais de sete dias aparece marcada como antiga — o sistema não a trata como estado atual, porque quem trocou de casa deixaria para trás um número que não diz mais nada.
A cor da casa no mapa não muda com o sinal: ela continua dizendo só o estado da assinatura (verde ligada, rosa sem drop, cinza cancelada). A potência é número de ficha e de dashboard, onde cabe a data da leitura ao lado.
A conta completa — potência na saída do splitter, quanto o drop tira no trajeto, qual é o limite — aparece ao parar o cursor sobre o número. É o mesmo cálculo dos selos de potência da prancheta, então os dois nunca discordam.
Se o número não sair, a mensagem diz onde está o buraco: drop sem caixa, fibra ainda não emendada, ou splitter sem entrada ligada.
Para mover uma casa que ficou no lugar errado, clique nela com o botão direito e escolha Mover; o próximo clique no mapa é o novo lugar.
Nem tudo que se registra numa caixa é problema. Uma foto da tampa aberta, o número de série do splitter, o estado do poste: isso é documentação, não chamado. Por isso as caixas guardam fotos e comentários direto, sem abrir pendência.
CTO, CE, FTTA e POP guardam até 12 fotos cada uma. O botão 🖼 Fotos fica na barra da prancheta, junto dos de PNG e PDF — e também na ficha da caixa no mapa.
O técnico anexa a foto do próprio aparelho, na hora, com a caixa aberta à frente:
Anexar foto e comentar é permitido a todo mundo, inclusive a quem só tem visualização. Editar a rede continua sendo exclusivo de quem tem permissão de edição.
Pendência é o "achei isso errado": uma anotação com título, descrição e fotos, apontando uma caixa ou um ponto do mapa. O técnico cria pelo aplicativo — e o escritório acompanha no sistema.
Pendência ou foto? Se alguém precisa agir, é pendência. Se é só registro do que existe, é foto na caixa (seção 11).
O sistema grava primeiro no seu navegador e depois sobe ao servidor. O indicador no alto diz o estado real: Salvo, Salvando… ou Sem conexão.
Uma oscilação curta de rede não atrapalha nada: o que você fez fica guardado e sobe sozinho quando a conexão volta.
Se a conexão não voltar, o sistema pausa a edição — cerca de 5 segundos depois da queda. Um aviso fixo aparece no alto da tela e as ferramentas ficam visivelmente apagadas.
Isso é proposital. Quanto mais tempo se edita sem servidor, maior a diferença entre o que está na tela e o que está no banco — e foi dessa distância que nasceram os incidentes de rede reenviada em massa. O que você já fez não se perde: fica na fila e sobe quando a conexão voltar. O que a pausa impede é continuar cavando o buraco.
Quando a conexão volta, a pausa sai sozinha e o trabalho continua de onde parou. Não é preciso recarregar a página.
Existe ainda uma proteção que não depende do navegador: se um pedido chega tentando recriar centenas de elementos que o servidor sabe que já existem, ele recusa o pedido inteiro e não grava nada. Você nunca deveria ver isso acontecer — é uma rede de segurança, não uma etapa do trabalho.
Em Configurações da empresa, o administrador cria e gerencia a equipe.
Quem atende o cliente no telefone não precisa abrir o sistema inteiro nem entender de rede. A consulta de viabilidade fica em suaempresa.fttxmaps.com/vendas e responde uma pergunta só: conseguimos atender neste endereço?
É uma porta de entrada separada. O vendedor entra com o próprio usuário, e o administrador marca só Vendas em "Onde entra" — assim ele não alcança o desenho da rede.
-11.42038, -58.75872, como chega pelo WhatsApp — e clique em Verificar.| Veredicto | O que significa | O que fazer |
|---|---|---|
| ✓ Atendemos caixa a N metros | o endereço está dentro do alcance de uma caixa existente | pode vender |
| ◑ Na margem N metros | está no limite — depende de sobra de cabo, da rota real e do que houver no poste | confirmar com um técnico antes de prometer |
| ✕ Fora de cobertura caixa mais próxima a N metros | não há caixa ao alcance | anotar o endereço: é matéria-prima para decidir a próxima expansão |
A distância que aparece é em linha reta até a caixa mais próxima, não a metragem do cabo pela rua. Por isso existe a faixa "na margem": ela é o intervalo em que a linha reta engana.
A mesma conta não fica aberta em dois lugares ao mesmo tempo. Ao entrar num aparelho novo, o sistema avisa que já há sessão em outro e pergunta se quer desconectar de lá e entrar aqui. Conta compartilhada entre a equipe vira briga de sessão — o certo é um usuário por pessoa.
Na tela principal, o botão App do técnico abre a janela com tudo o que é preciso.
O aplicativo carrega as telas do servidor: quando o sistema recebe melhorias, elas chegam ao celular na próxima abertura com internet, sem reinstalar nada. Só uma mudança na parte nativa (ícone, GPS, câmera) pede um instalador novo.
O técnico consulta a rede, fotografa e abre pendência. O desenho da rede continua sob o comando do escritório — é o que evita que dois aparelhos sem sinal desenhem coisas diferentes no mesmo lugar.
O aplicativo instalado guarda o endereço da empresa e só mostra o login dela. O técnico que muda de provedor usa o botão Trocar de empresa, na tela de entrada do aplicativo (ele não existe no navegador — lá, trocar de empresa é trocar o endereço).
Trocar apaga do aparelho tudo o que é da empresa: projetos baixados, mapas e configurações. É de propósito — quem sai de um provedor não leva a rede dele no bolso. Se houver registros feitos sem sinal que ainda não subiram, o aplicativo diz quantos são antes de apagar, para ninguém perder serviço de campo sem saber.
O técnico chega numa caixa em campo e ela não diz quem é: para achá-la no sistema, era preciso saber o projeto e procurar no mapa. A etiqueta resolve isso com papel: um código impresso, colado dentro da caixa. Quem escanear pelo aplicativo cai direto no diagrama daquela caixa — no projeto certo, sem procurar nada.
O código é permanente e feito para ser digitado sem erro: ele sai sorteado sem as letras que se confundem à mão — I, L, O, U — e com um verificador no fim, que pega o dedo errado antes de qualquer consulta.
No aplicativo do técnico (seção 17), o leitor abre pelo botão da tela de projetos ou pelo botão flutuante do mapa — e lê de três jeitos:
O que abre é o diagrama de fusões da caixa: quem escaneou está com a tampa aberta na mão, querendo saber qual fibra vai em qual porta. Caixa sem diagrama cai na ficha. A consulta é no servidor, então escanear pede sinal — o resto do aplicativo continua funcionando offline como sempre.
Um QR de nota fiscal ou de Pix no enquadramento é ignorado no próprio aparelho — não fecha a câmera nem sai para a rede. E etiqueta de outro provedor, ou uma antiga que foi trocada, responde "não encontrada": o código não conta nada sobre a rede a quem não é da casa.
Câmera é parte nativa do aplicativo (seção 16) — por isso a leitura ao vivo só funciona no instalador atual: baixe no botão App do técnico e reenvie aos técnicos. Quem ficar com o anterior continua abrindo a caixa, mas tirando uma foto do código em vez de apontar.
O botão Gerar outro código existe para etiqueta comprometida — o papel sumiu, ou foi parar em mãos erradas. Ele invalida o atual na hora: etiqueta já impressa e colada em campo para de abrir, e alguém vai precisar trocar o papel na caixa. Por isso o sistema pergunta antes, com essa consequência escrita — não é um botão de "imprimir de novo". Para reimprimir o mesmo código, use o Exportar PDF de sempre.
A lista abaixo está no próprio sistema: aperte F1 em qualquer tela, ou clique no ? ao lado do Tema, no rodapé do painel. Ela se monta sozinha do código — atalho novo aparece lá sem ninguém precisar lembrar de escrever.
Todas valem fora de campo de texto: enquanto você digita o nome de uma caixa, a tecla é do campo.
Travou em alguma coisa, ou a tela fez o que não devia? Não é preciso sair do sistema para pedir ajuda. São duas portas para o mesmo painel: o botão azul logo abaixo do zoom do mapa e o botão Suporte na fileira de atalhos da tela inicial — este serve para quando nem há projeto aberto. O painel abre com três caminhos: Falar com o suporte, Tutoriais e O que mudou.
A conversa é a mesma nas duas portas, e ela atravessa a troca de projeto: abrir outro projeto no meio de um atendimento não fecha nem perde nada.
Em Falar com o suporte, conte o que aconteceu e onde. A primeira mensagem já leva junto a empresa, o projeto aberto e a versão do sistema — ninguém precisa explicar de onde está falando. A resposta da equipe chega no próprio painel, e enquanto alguém está atendendo, o nome dessa pessoa aparece no alto da conversa.
Quem responde é a nossa equipe, das 8h às 22h. Fora desse horário a mensagem não se perde: fica guardada e é respondida quando o atendimento abrir — o painel diz isso com todas as letras, e oferece o WhatsApp de sempre para quem não quiser esperar. Se você fechar o painel ou trocar de aba, a resposta chega como aviso do navegador (ele pede essa permissão na sua primeira mensagem) e o botão do mapa ganha uma bolinha com as mensagens que você ainda não leu.
Resolvido? Encerrar atendimento, no rodapé da conversa, fecha o chamado — a equipe também pode encerrar do lado dela. Um atendimento que passa 24 horas sem mensagem de nenhum dos lados encerra sozinho.
Ao encerrar, o painel pede a sua avaliação: cinco estrelas, a pergunta "Seu problema foi resolvido?" e um comentário, se quiser. Só a nota é obrigatória, e Agora não está ali para quem não quer avaliar. É essa nota que diz à equipe onde o atendimento está falhando — por isso ela vem como convite, e não como formulário.
Atendimento encerrado limpa a conversa: uma mensagem nova abre outro atendimento, do zero. Os arquivos que você mandou são apagados 30 dias depois do encerramento.
No mesmo painel, Tutoriais lista as seções deste manual, com busca — cada uma abre no ponto certo. E O que mudou reabre as novidades da versão que está rodando, o mesmo texto do cartão da tela de projetos (seção 2).
Dúvidas ou algo estranho na tela? Fale com o suporte pelo botão azul do mapa (seção 20) ou em fttxmaps.com/contato.
Manual de uso do FTTx Maps — edição 9, setembro de 2026, sistema v1.86.0.